quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ranking de qualidade da educação coloca Brasil em penúltimo lugar


O Brasil ficou na penúltima posição em um índice comparativo de desempenho educacional feito com dados de 40 países.

O ranking, divulgado  pela Pearson Internacional, faz parte do projeto The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental. A Finlândia e a Coreia do Sul ficaram com os dois primeiros lugares do topo. Já o Brasil só ficou à frente da Indonésia.

Os dados saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.



O Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais, segundo a Pearson, compara os países dividindo-os em duas categorias de ensino: habilidades cognitivas e nível de escolaridade, e ajuda a identificar possíveis fontes de boas práticas.
O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo os dados divulgados nesta terça, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. Os países ainda foram divididos em cinco grupos, de acordo com a sua distância da média. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global.
Esse é o Brasil que não queremos:


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ambev passa Petrobras e é empresa brasileira mais valiosa




Com o aumento dos combustíveis em compasso de espera e sob desconfiança dos investidores, a Petrobras perdeu para a Ambev o posto de maior empresa brasileira na Bolsa de Valores.

As ações da fabricante de bebidas subiram 1,6% nesta quarta-feira (21) e acumulam valorização de 27% neste ano. Com isso, o seu valor de mercado atual é de R$ 248,8 bilhões, segundo dados da Bloomberg.

Já os papéis da Petrobras seguem destino contrário. Caíram mais 2,7% nesta quarta, acumulando desvalorização desde o início do ano de 13,4%. Ela vale agora R$ 247,2 bilhões.

Um dos motivos para a queda nas ações foi que a empresa estatal não tem compensado a defasagem nos preços dos combustíveis em relação ao mercado externo.

Isso se reflete no seu balanço. O lucro da companhia caiu 6,3% no terceiro trimestre deste em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, foi melhor que o resultado de abril a junho, quando teve seu primeiro prejuízo desde 1999: R$ 1,3 bilhão.

A empresa quer que a gasolina e o diesel tenham um aumento de ao menos 12% no ano que vem.

AUGE

No seu auge, em 21 de maio de 2008, antes de a crise se tornar verdadeiramente global, as ações da Petrobras foram cotadas a R$ 52,51. De lá para cá, recuaram 64,5%.

Nesse mesmo período de comparação, os papéis da Ambev subiram 248,9%.

Não é a primeira vez que a Petrobras perde o posto de empresa brasileira mais valiosa na Bolsa de Valores.

Em agosto de 2010, foi a vez da Vale assumir a posição, mas hoje a mineradora é apenas a terceira maior empresa do país em Bolsa, avaliada em R$ 193,4 bilhões.

No mundo, a Ambev é a 40ª maior, e a Petrobras, a 41ª. A liderança é da Apple.

(Folha de São Paulo. 21/11/2012)